ESPAÇO PARTICULAR SEM QUALQUER RELAÇÃO LEGAL COM A IGREJA

sábado, 9 de maio de 2009

DIA DAS MÃES: PAZ NA FAMÍLIA



Dia das mães. Ocasião em que os maridos e os filhos se esforçam por esquecer ressentimentos latentes ou evitar discussões, criando-se um clima de harmonia no seio dos lares, a fim de que a protagonista da festa possa receber todos os mimos e carinhos que tem direito.

Salvo engano, certa vez, Aristóteles escreveu que uma verdadeira amizade é como uma mesma alma em dois corpos. Com a permissão do filósofo grego, arrisco-me a dizer que uma verdadeira família é como uma mesma alma em vários corpos, donde decorre um ambiente propício ao advento da paz no lar por conseqüência. Às vezes, tal “alma” costuma dar o ar de sua graça somente em alguns dias do ano, sobretudo nas datas especiais, que tem o dia das mães como exemplo. Com efeito, o que cada membro de uma família poderia fazer para ter uma “alma” igual a do outro?

Antes, é importante descer aos porões abstratos do lar. Começando pelo filho, para se avançar alguns passos em seu quarto, é preciso toda uma estratégia de combate: abre-se uma picada entre revistas (que oscilam do bom ao mau gosto), tênis que nunca visitaram a lavanderia da casa, camisetas ou meias com odores fétidos, cadernos de escola sem capa e cheio de garranchos, papéis de bala, de chicletes e de chocolates que já se incorporaram ao piso, criando um curioso mosaico, sem se esquecer, é claro, daquela lata de refrigerante quase vazia que serve de cultura para uma colônia para fungos. A descrição do banheiro dele fica por conta da imaginação do leitor.

No que concerne ao porão do marido, penso ser interessante transcrever uma carta de uma jovem esposa que li outrora em um livro, onde ela lista as coisas de que mais sente falta nele. Veja-se.

“1. Que, durante o café da manhã, fale comigo e não se dedique a ler o jornal sem me dizer nada; que me conte o que vai fazer nesse dia, ainda que ache que não é importante. 2. Que me beije ao sair de casa e ao voltar. 3. Que diga alguma coisa agradável sobre minha apresentação – Hoje, você está linda! – como costumava fazer no namoro. 4. Que me pergunte como foi meu dia, o que fiz, como me sinto. 5. Que não se mostre mais carinhoso só quando quer ter relações íntimas comigo. Isso é uma coisa que me revolta. 6. Que perca o tempo com seu filho quando chega do serviço e não se feche no quarto com os seus papéis. 7. Que colabore em algumas pequenas tarefas da casa, como preparar a mesa, trazer os guardanapos, tirar as pedras de gelo da geladeira, etc. 8. Que nos dias especiais, leve-me a jantar fora, como fazíamos quando namorávamos ou logo depois de casados e que se arrume e não vá com a mesma roupa com que esteve trabalhando” (in Paz na Família; Francisco Faus; Quadrante; 1 a edição; São Paulo; 1997).

Muito brevemente, passo ao porão da mãe, assegurando-lhe o benefício da dúvida em compensação, já que nem sempre ela é a vítima. Alguma vez, li que existem mulheres que se assemelham com uma emissora de rádio que só toca notícia: a cada quinze minutos “transmitem” informações minuciosas do que lhes dói, das insônias que sofrem, dos contratempos do trânsito, dos defeitos incorrigíveis daquele filho ou da última presepada que a empregada aprontou. Ademais, algumas mães, ao longo do tempo, ficam desleixadas no próprio vestuário, criando as condições para que o marido se sinta tentado a “contemplar” outros horizontes.

Qual o pano de fundo de cada um dos porões? Vejo claramente uma falta de disposição para dominar a tendência ao egoísmo e ao comodismo que carregamos conosco, os quais, sem freios e contrapesos, crescem cada vez mais a ponto de machucar seriamente os outros, instalando-se os conflitos familiares. Somente um esforço constante de resistência contrária por parte de todos fará com que cada integrante da família tenha uma mesma “alma”.

Tal esforço pode ser concretizado em pequenos atos, a saber: procurar entender o outro, saber perdoar, ter espírito de serviço, saber tomar iniciativas, cultivar a paciência, zelar pelos detalhes de gentileza e de educação e ter caras sorridentes.

Com o decorrer dos dias, logo se perceberá uma profunda mudança no ambiente, já que cada pessoa terá uma mesma “alma”, e o lar, que antes mais se assemelhava ao da família de Ivan Ilitch, na famosa novela contada por Tolstoi, ganhará alegria e luminosidade em abundância.


André Gonçalves Fernandes, é Juiz de

Direito da 2ª Vara Cível da Comarca de Sumaré/SP e Diretor do Fórum.

Publicado no Portal da Família em 06/05/2007

MÃE


Mãe...São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito

Para louvar a nossa mãe,
Todo bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus!

Mário Quintana


FELIZ DIAS DAS MÃES

sexta-feira, 8 de maio de 2009

APROXIMAR-SE MAIS DE DEUS - Pres. Henry B. Eyring


Conversamos com pessoas todos os dias, que dizem que Deus não existe, ou que está muito, muito distante. Uma mulher sentada a meu lado no avião disse-me certa vez que achava que Deus era "um de nossos antepassados distantes". Por um lado, ela estava certa. Deus é nosso antepassado, mas está próximo, não distante. Ele é o pai de nossos espíritos; somo seus filhos. Tal como aquela mulher, porém, às vezes todos nós nos sentimos distantes dele.
Se desejássemos ficar perto de alguém muito querido que se encontrasse distante, saberíamos como fazê-lo. Encontraríamos uma forma de falar com essa pessao, de ouvi-la, e descobriríamos maneiras de fazer coisas uma pela outra. Quanto mais frequentemente isso ocorrer e quanto mais tempo durar, mais forte será o laço de afeição. Quanto mais tempo se passar sem que nos falemos, sem que ouçamos uma à outra, sem que nos sirvamos mutuamente, mais o laço se enfraquecerá.
Assim como um amigo amoroso nos dá a oportunidade de nos aproximarmos mais dele, Deus nos ama e oferece-nos a mesma oportunidade; e podemos fazê-lo da mesma maneira: falando, ouvindo e agindo.
O Pai Celestial não apenas nos convidou a falarmos com ele, mas nos ordenou que o fizéssemos. O Senhor diz em Doutrina e Convênios:"Ora sempre e derramarei o meu Espírito sobre ti, e grande será a tua benção" (D&C 19:38).
Depois de orar, devemos ouvir com toda a atenção. O Espírito nos dará um testemunho ao lermos as escrituras, ouvirmos os servos autorizados do Senhor e quando Deus falar diretamente a nosso coração.
Agiremos, depois de ouvirmos, porque quando escutamos a voz de Deus, por meio do Espírito, sempre nos sentimos impelidos a fazer algo.
Agora, até mesmo o Salvador, quando estava na cruz, sentiu que seu Pai estava distante dele. Haverá momentos, talvez longos, em que sentiremos uma separação, mas o caminho para nos aproximarmos mais de Deus é orar, ouvir e obedecer-lhe todos os dias.

Conferência Geral de Abril de 1991

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Aniversário da minha MÃE

Hoje é aniversário da minha mãe!!!!
Apesar de ter sido registrada no dia 15/05 (coisas do meu avô rs), hoje ela fica mais experiente.
Mulher de sorte pois acaba ganhando dois presentes, já que domingo é dia das MÃES. Mas como diz o meu filho Diego: Parabéns pra você, mas o presente que é bom eu esqueci de trazer.
Mãe, parabéns pelo seu aniversário e que o PAI CELESTIAL continue abençoando a sua vida, com saúde, paz e muitas felicidades.
O que deseja seu Filho, Nora e Netos.

TE AMAMOS

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O Medo O Maior Gigante da Alma

Para quem tem medo, e a nada se atreve, tudo é ousado e perigoso. É o medo que esteriliza nossos abraços e cancela nossos beijos; que proíbe e nos coloca sempre do lado de cá do muro. Esse medo que se enraíza no coração do homem impede-o de ver o mundo que se descortina para além do muro, como se o novo fosse sempre uma cilada, e o desconhecido tivesse sempre uma armadilha a ameaçar nossa ilusão de segurança e certeza.
O Medo, já dizia Mira Y Lopes, é o grande gigante da alma, é o mais forte e a mais atávica das nossas emoções. Somos educados para o medo, para o não-ousar e, no entanto, os grandes saltos que demos, no tempo e no espaço, na ciência e na arte, na vida e no amor, foram transgressões, e somente a coragem lúcida pode trazer o novo, e a paisagem vasta que se descortina além dos muros que erguemos dentro e fora de nós mesmos.
E se Cristo não tivesse ousado saber-se o Messias Prometido? E se Galileu Galilei tivesse se acovardado diante das evidências que hoje aceitamos naturalmente? E se Freud tivesse se acovardado diante das profundezas do inconsciente? E se Picasso não tivesse se atrevido a distorcer as formas e a olhar como quem tivesse mil olhos?
"A mente apavora o que não é mesmo velho", canta o poeta, expressando o choque do novo, o estranhamento do desconhecido.
Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

Profº Fernando Teixeira de Andrade

O Farol do Porto da Paz


Apesar do progresso promissor que presenciamos nos últimos anos, muitas partes do mundo ainda estão repletas de lutas, tristezas e desespero. Ficamos com o coração partido e sentimo-nos angustiados quando as notícias locais ou internacionais diárias nos trazem mais histórias de lutas, sofrimento e, com muita freqüência, conflitos armados. Certamente nossa oração é para que o mundo se torne um lugar melhor de se viver, para que haja mais cuidado e interesse mútuo e para que a causa da paz e da confiança se espalhe em todas as direções e estenda-se a todos os povos.
Na busca de tal paz e confiança, citarei uma grande voz do passado, que disse: “[Para se fazer do mundo] um lugar melhor (. . .) de se viver, (. . .) o primeiro passo e também o mais importante é o de se escolher, como comandante, alguém cuja liderança seja infalível, cujos ensinamentos, quando praticados, jamais falharam. Em (. . .) [qualquer] mar tempestuoso de incertezas, o piloto precisa ser alguém capaz de ver, através da tempestade, o farol do porto da paz”. (David O. McKay, Man May Know for Himself, [1967], p. 407)
Existe apenas uma mão que nos guia no universo, uma única luz verdadeiramente infalível, um farol inquebrantável para o mundo. Essa luz é Jesus Cristo, a luz e a vida do mundo, a luz que um profeta do Livro de Mórmon descreveu como “uma luz sem fim, que nunca poderá ser
obscurecida”. (Mosias 16:9)
Ao procurarmos a praia da segurança e paz, quer sejamos mulheres, homens, famílias, comunidades ou nações, Cristo é o único farol em que podemos confiar. Ele próprio declarou a respeito de Sua missão: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida (. . .)”. (João 14:6)
Nesta época, assim como em todas as épocas que nos antecederam e em todas que se seguirão, a maior necessidade de todo o mundo é uma fé sincera e ativa nos ensinamentos básicos de Jesus de Nazaré, o Filho vivo do Deus vivo. Porque muitos rejeitam esses ensinamentos, a razão se torna ainda maior para que os que sinceramente crêem no evangelho de Jesus Cristo proclamam Sua verdade e demonstram pelo exemplo, o poder e a paz de uma vida digna e virtuosa.
Levem em consideração, por exemplo, esta instrução de Cristo a Seus discípulos. Disse Ele: “(. . .) Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem (. . .)”. (Mateus 5:44)
Pensem no efeito que apenas essa admoestação teria em sua vizinhança e na minha, em comunidades em que vocês e seus filhos moram, nas nações que compõem nossa grande família global. Percebo que essa doutrina apresenta um desafio significativo, mas é, certamente, um desafio mais aceitável do que as terríveis tarefas impostas a nós pela guerra, pobreza e dor que o mundo continua a enfrentar.
Como devemos agir quando formos ofendidos, mal compreendidos, tratados injusta ou indelicadamente ou quando cometerem um pecado contra nós? O que devemos fazer se formos feridos por aqueles a quem amamos, preteridos em uma promoção, falsamente acusados ou
termos nossos motivos atacados deslealmente?
Revidamos? Enviamos um batalhão ainda maior? Revertemos para olho por olho dente por dente?
Todos temos oportunidades significativas para praticar o cristianismo e deveríamos tentar fazê-lo a cada oportunidade que surja. Por exemplo, podemos ser um pouco mais inclinados a perdoar. Em revelações modernas o Senhor disse: “Meus discípulos, nos dias antigos, procuraram pretextos uns contra os outros e em seu coração não se perdoaram; e por esse mal foram afligidos e severamente repreendidos.
Portanto digo-vos que vos deveis perdoar uns aos outros; pois aquele que não perdoa a seu irmão suas ofensas está em condenação diante do Senhor; pois nele permanece o pecado maior.
Eu, o Senhor, perdoarei a quem desejo perdoar, mas de vós é exigido que perdoeis a todos os homens”. (D&C 64:8–10)
Na majestade de Sua vida e no exemplo de Seus ensinamentos, Cristo deu-nos muitos
conselhos sempre acompanhados de promessas seguras. Ele ensinou com uma grandeza e autoridade que enchiam de esperança os instruídos e os ignorantes, os ricos e os pobres, os sãos e os enfermos.
É minha firme convicção que se, como pessoas, famílias, comunidades e nações, pudéssemos, como o Apóstolo Pedro, ter os olhos fixos em Jesus, também poderíamos caminhar triunfantes por sobre as “ondas crescentes da descrença” e permanecer “destemidos em meio aos ventos da incerteza. ” (Frederic W. Farrar, The Life of Christ [1994], p. 313) Se, porém, desviarmos o olhar Daquele em quem devemos crer, como é tão fácil de se fazer e como o mundo está tão tentado a fazer e fixarmoso olhar no poder e na fúria dos elementos terríveis e destruidores que nos cercam, em vez de o fixarmos Naquele que nos pode auxiliar e salvar, então fatalmente afundaremos em um mar de conflitos, tristezas e desespero.
Nesses momentos, quando sentirmos que as ondas ameaçam nos afogar e o abismo das águas está prestes a engolfar o barco de nossa fé, oro para que ouçamos sempre, em meio à tempestade e à escuridão, as doces palavras do Salvador do mundo: “Tende bom ânimo; sou eu,
não temais”. (Mateus 14:27)


Presidente Howard W. Hunter
Extraído de um discurso da conferência geral de outubro de 1992.

A Obediência Traz-nos Bênçãos

Uma família, que possuía uma casa perto da praia, certa noite observou uma terrível tempestade. Ondas gigantescas quebravam na areia e destruíram o cais do barco. Na manhã seguinte, encontraram pedaços do desembarcadouro espalhados pela área, mas o barco flutuava intacto na
água. Ele ficara no lugar, preso por uma âncora pesada que o mantivera afastado da praia, impedindo que fosse destruído.
Assim como o barco foi salvo da tempestade porque estava seguro por uma âncora, podemos manter-nos seguros quando ouvimos e seguimos o profeta. A obediência aos seus conselhos é como uma âncora na nossa vida. O profeta nos fala sobre as coisas que o Pai Celestial quer que façamos. Ele nos diz como podemos ter paz, mesmo em situações de medo e preocupação.
Por exemplo: O Senhor disse ao Profeta Joseph Smith que advertisse as pessoas a respeito de alimentos e bebidas prejudiciais à saúde. Esse conselho chama-se Palavra de Sabedoria. (Ver D&C 89.) Se o obedecermos, seremos abençoados.
O Presidente Gordon B. Hinckley pediu que estudássemos as escrituras e orássemos diariamente. Se assim fizermos, sentiremos muita paz. O Espírito testificará que o Pai Celestial nos ama e responde a nossas orações.
Ouça o profeta. Ele fala em lugar do Pai Celestial. Se formos obedientes, sentiremos paz e, como o barco ancorado, estaremos seguros mesmo que haja tempestades
ao nosso redor.

“( . . . ) E provai-me então com isto
( . . . ), se eu não vos abrir as janelas
do céu e não derramar sobre vós
uma bênção tal, que não haja
espaço suficiente para recebê-la.”
(3 Néfi 24:10)
Seção O Amigo - Maio 2001

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